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Da Redação
São Leopoldo avança na estruturação do seu Ecossistema Local de Inovação (ELI). O município apresentou, no dia 10 de setembro, na Unisinos, o Radar de Maturidade do Ecossistema Local de Inovação, ferramenta que permite identificar o estágio atual do território, reconhecer capacidades já existentes e apontar oportunidades para orientar os próximos passos.
O diagnóstico classificou São Leopoldo como um ecossistema “Em Desenvolvimento”. O levantamento foi construído a partir de entrevistas com 36 participantes e evidencia uma trajetória de inovação que vem sendo construída há décadas no município.
Entre os ativos identificados estão a formação de profissionais, a pesquisa aplicada, a incubação de empresas, os serviços tecnológicos, a mobilização institucional e as conexões com investimento e fomento.
Para o Sebrae RS, o Radar representa uma importante ferramenta para transformar essa trajetória em uma agenda de desenvolvimento mais estruturada. A metodologia ELI busca fortalecer a articulação entre os diferentes atores do território e apoiar a construção de ações conjuntas, com objetivos, indicadores e resultados que possam ser acompanhados ao longo do tempo.
“Em São Leopoldo, o ecossistema local de inovação está em desenvolvimento, resultado de uma trajetória que começou muito antes da aplicação das metodologias atuais. O município construiu, desde o início dos anos 2000, um movimento de inovação marcado pela implantação de empresas de tecnologia, pela atuação da incubadora e pela criação de iniciativas como o Tecnosinos e a Unitec”, destaca Maico Fernandes, gerente regional do Sebrae RS.
Segundo ele, o momento atual representa o reconhecimento de uma caminhada construída ao longo dos anos. “São Leopoldo já possui uma base importante, mas ainda tem desafios a enfrentar para consolidar e fortalecer seu ecossistema local de inovação.”
O diagnóstico também permite posicionar São Leopoldo no contexto estadual. Atualmente, dez ecossistemas do Rio Grande do Sul são acompanhados por meio da metodologia. Dois já estão estruturados, enquanto os demais estão em diferentes estágios de desenvolvimento ou estruturação.
“São Leopoldo estar classificado como um ecossistema em desenvolvimento, com uma avaliação próxima à de um ecossistema estruturado, demonstra a força do movimento local e, ao mesmo tempo, aponta para os próximos passos necessários para sua consolidação”, afirma Maico.
A partir do Radar, o município passa a contar com uma visão mais estruturada sobre suas potencialidades e os pontos que ainda precisam ser desenvolvidos. O próximo desafio é transformar os dados levantados em prioridades, projetos e ações concretas, fortalecendo a conexão entre os diferentes atores do ecossistema.
A atuação do Sebrae RS nesse processo está relacionada à mobilização e articulação dos atores locais, ao apoio metodológico e à construção de uma visão conjunta de desenvolvimento. A proposta é que o diagnóstico seja utilizado como ponto de partida para uma agenda de longo prazo, alinhada às vocações do município e capaz de contribuir para o surgimento e o fortalecimento de negócios inovadores.
Mais do que uma avaliação, o Radar representa um instrumento para orientar decisões e dar continuidade a uma trajetória que São Leopoldo vem construindo há mais de duas décadas. A partir de agora, o desafio é transformar essa base em novas conexões, projetos e resultados que contribuam para consolidar o município como um território cada vez mais favorável à inovação.
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