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Da Redação
A Feira do Empreendedor 2026 finalizou as atividades nesta sexta-feira com a certeza de que o evento deixou de ser uma retomada para se tornar presença consolidada no calendário gaúcho. Realizada pelo Sebrae RS no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, a feira recebeu mais de 8.800 pessoas ao longo dos dois dias, superando a expectativa inicial de 7 mil e a edição de 2025, que marcou o retorno do evento ao Estado depois de 11 anos de ausência.
Conforme a organização, um dos destaques foi a entrega de mais soluções e atividades para empreendedores, representando a essência do Sebrae RS. Nesse sentido, a programação foi desenhada para dois públicos distintos: quem ainda vai abrir o negócio e quem já está com a empresa em funcionamento.
“A Feira do Empreendedor é a expressão mais completa da nossa vocação: entregar soluções, promover conexões e oportunidades. Quando o empreendedor sai do Instituto Caldeira com uma dúvida resolvida, um parceiro novo ou um contrato encaminhado, o Sebrae RS cumpriu o seu papel”, analisa o diretor técnico Ariel Berti.
A lógica das conexões, segundo ele, opera em três direções simultâneas, e essa foi uma prioridade deliberada da edição.
“A gente promove conexão entre o Sebrae e os empreendedores, entre os próprios empreendedores, e entre os empreendedores e seus fornecedores. A feira primou muito por isso, é a alma do nosso evento”, explica Berti.
Rodadas de negócios: a estreia que virou destaque
A principal novidade estrutural da edição foram as rodadas de negócios. Ao longo dos dois dias, o formato aproximou empreendedores de compradores, parceiros e fornecedores em encontros segmentados: uma rodada voltada a franquias, uma para influenciadores e criadores de conteúdo, uma dedicada ao empreendedorismo feminino e uma rodada geral de assessoria e projetos.
“É a feira mostrando esse viés de conexão, através de um esforço para criar um ambiente propício para aproximações. Além disso, trouxemos verticais temáticas diferentes do que trabalhamos em outros eventos do Sebrae e tivemos um grande sucesso”, avalia Jociane Ongaratto, analista de competitividade setorial do Sebrae RS.
Ao total, foram em torno de 900 reuniões, com 97 vendedores, 36 compradores, 11 franqueadosres e 48 investidores. Para Berti, o formato responde a uma demanda que o empreendedor costuma expressar de forma difusa.
“O empreendedor não precisa apenas de informação, ele precisa de porta de entrada. A rodada de negócios transforma uma conversa em agenda, em proposta, em oportunidade concreta. É o tipo de entrega que só um evento deste porte consegue viabilizar”, comemora o diretor técnico.
Palcos lotados e a estreia emocionante do Negócios & Sabores
Os dois palcos principais operaram com lotação máxima durante toda a programação. Em dois dias de eventos, receberam nomes nacionais como Roberta Miranda, Konrad Dantas, Natália Beauty e Primo Pobre, por exemplo. Outra grande novidade desta edição foi o palco Negócios & Sabores, dedicado ao setor de alimentos e bebidas, que estreou trazendo histórias reais de empreendedores da gastronomia gaúcha – do xis de Santa Maria à cuca alemã, passando pela tradicional pizza. O resultado se traduziu em muita emoção.
“Foi um espaço que tocou muito as pessoas. Nós mesmos, que conhecemos essas histórias, assistirmos as primeiras apresentações, choramos junto com os empreendedores”, conta a analista de competitividade setorial do Sebrae RS Beatriz Sudbrack Lehmen. “Quando a gente coloca no palco alguém que começou com baixo investimento e continua na jornada, o público se enxerga. A feira deixa de ser vitrine e passa a ser espelho. É isso que faz um empreendedor sair de casa num dia de trabalho”, completa.
A edição também reformulou a abordagem de dois temas que ganharam peso na procura do público: mercado digital e franquias. A mudança de formato em relação a 2025 se refletiu diretamente no interesse dos visitantes, que buscaram esses conteúdos de forma mais intensa.
“É uma leitura de mercado que a feira consegue captar em tempo real e que qualifica ainda mais a nossa entrega”, destaca Jociane.
Por sua vez, o Sebrae Orienta, espaço de consultorias individuais, repetiu o sucesso de 2025 e foi além: os consultores ficaram sem agenda disponível nos dois dias. A área de acesso ao crédito registrou o maior número de instituições financeiras participantes em todas as edições do evento, totalizando xx.
Para a organização, o fluxo desenhado foi o diferencial: o empreendedor passava primeiro pela orientação técnica do Sebrae RS e, na sequência, era encaminhado diretamente à instituição bancária para negociar.
“Acesso a crédito não é só ter banco no evento, mas ter banco no evento com o empreendedor preparado para conversar. A orientação técnica antes da negociação muda a qualidade da conversa e a chance de o crédito sair”, avalia Beatriz.
Entre os espaços mais visitados, o Periferia Acontece levou expositoras de comunidades periféricas de Porto Alegre para dentro da feira. A iniciativa reforçou a diversidade do público atendido e teve forte apelo popular, com filas e grande circulação.
“O Sebrae RS atende o empreendedor onde ele estiver. Trazer a periferia para o centro do maior evento de empreendedorismo do Estado não é gesto simbólico: é reconhecer que ali existe negócio, faturamento e potencial de crescimento”, destaca Berti.
Já as oficinas práticas operaram com lotação máxima, com filas registradas ao longo dos dois dias. As ativações interativas atraíram público constante, com grande adesão às ações de distribuição de brindes. Segundo a organização, a estrutura de 2026 como um todo refletiu uma decisão de projeto: atender com a mesma profundidade os dois extremos da jornada empreendedora. Quem ainda planeja abrir o negócio encontrou atendimento individual e orientação sobre os primeiros passos. Quem já empreende acessou conteúdos e soluções sobre vendas, comércio eletrônico, acesso a crédito, presença digital, inovação, inteligência artificial, saúde mental e gestão.
“A Feira do Empreendedor é o retrato do que o Sebrae RS faz nos outros 363 dias do ano, concentrado em dois. A diferença é a escala e a possibilidade de o empreendedor circular por tudo o que existe para apoiá-lo, num só endereço”, conclui o diretor técnico.

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