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SEBRAE lança Rede de Serviços Tecnológicos no Rio Grande do Sul

03/07/13

Da Redação

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Iniciativa visa alavancar o setor coureiro calçadista da região dos Vales do Sinos, Caí e Paranhana

Da Redação

O SEBRAE/RS atua com projetos no setor coureiro calçadista há mais de 10 anos (Foto: Dudu Leal)

Novo Hamburgo – O SEBRAE/RS, em conjunto com o SEBRAE Nacional, lança nesta quinta-feira, dia 4 de julho, o projeto Rede de Serviços Tecnológicos (RST) direcionado para o setor coureiro calçadista da região dos Vales do Sinos, Caí e Paranhana. A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Centro de Tecnologia e Qualidade do Setor de Móveis da Região de Marche, na Itália (COSMOB), com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Fundo Multilateral de Investimentos (Fumin), visa gerar, identificar e difundir soluções tecnológicas de maior valor agregado ao que é produzido e inserir os pequenos negócios do setor nos mercados nacional e internacional.

Na cerimônia marcada para as 19h, no NH Hall (Avenida Vereador Adão Rodrigues de Oliveira, 2484), em Novo Hamburgo, estarão presentes os diretores Técnico e Administrativo e Financeiro do SEBRAE/NA, Carlos Alberto dos Santos e José Cláudio dos Santos, respectivamente, além dos dirigentes do SEBRAE/RS.

A metodologia do Projeto RST foi lançada em maio de 2012, após ação piloto junto às micro e pequenas empresas da cadeia produtiva de madeira e móveis nos estados do Amazonas e do Pará. Nessa segunda fase quatro estados, além do Rio Grande do Sul, participarão do projeto: Paraíba, Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná. Nos dois primeiros, o setor contemplado também será o coureiro calçadista. Em Minas Gerais e no Paraná a ação atenderá micro e pequenas empresas do setor de madeira de móveis da grande Belo Horizonte e de Arapongas. No total, serão 1.214 empresas envolvidas, a um custo global de R$ 16 milhões.

Os territórios e segmentos industriais foram escolhidos a partir da análise da maturidade das empresas e da governança local e pela presença de estrutura técnico-científica que possa fornecer conhecimentos e habilidades específicas ao segmento. Na região do Vale dos Sinos, Caí e Paranhana existem 2.819 microempresas do setor coureiro calçadista e 825 empresas de pequeno porte.

O presidente do SEBRAE/RS, Vitor Augusto Koch, explica que a expectativa é que o Projeto traga uma considerável contribuição para as MPEs locais. “Acreditamos que este inventivo à inovação e ao adensamento tecnológico será muito útil para o setor, que a todo momento enfrenta desafios sistêmicos e conjunturais e precisa se reinventar para manter-se competitivo”, analisa. O RST terá início ainda neste mês de julho e se estenderá pelos próximos três anos.

O SEBRAE/RS atua no setor coureiro calçadista há mais de 10 anos com projetos setoriais. Ao longo deste tempo, a entidade atendeu cerca de 4 mil micro e pequenas empresas a partir de um investimento de mais de R$ 15 milhões.

 

A parceria
O COSMOB é um centro tecnológico italiano, voltado ao mercado de madeira e móveis, por meio da promoção, apoio e desenvolvimento tecnológico da produção, comercialização e gestão de indústrias. Localiza-se na cidade de Pesaro, na região de Marche. Desde 2008, o COSMOB é parceiro do SEBRAE. O papel do centro está relacionado à transferência de conhecimento e tecnologia por meio de uma abordagem metodológica focalizada no atendimento dos pequenos negócios nas áreas de inovação, qualidade e tecnologia, desenvolvendo o conceito de rede.

A parceria SEBRAE-BID-COSMOB começou em 2008 junto ao segmento de madeira e móveis da Amazônia brasileira, especificamente nos estados do Amazonas e Pará. A ideia era gerar competitividade e difundir soluções tecnológicas para o desenvolvimento sustentável das empresas.

O presidente do COSMOB (entidade fundada em 1984 e que reúne 250 empresas da cadeia de moveis da Itália), Alessio Gnaccarini, ressalta que as variantes de progresso das empresas tomaram novos rumos em um mundo cada vez mais globalizado. “Antes, produtividade baseava-se em baixos custos e automação; hoje, os fatores definidores são mais amplos. Estamos falando de alta performance, customização e valorização do capital humano, entre outras variáveis”, afirma.

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