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Alimentos e Bebidas

Novo mercado

O que quer o consumidor da indústria de alimentos e bebidas?

20/09/18
Roger Scherer Klafke

Roger Scherer Klafke

Coordenador Estadual de Alimento e Bebidas do SEBRAE RS

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Empreendedores devem estar atentos e antenados nos novos movimentos do mercado de alimentos e bebidas e se abastecerem de informações consistentes

Buscando compreender com mais clareza as preferências do consumidor, destacamos os principais pontos do relatório “Tendências Globais em Alimentos e Bebidas 2018” lançado recentemente pela Mintel, empresa líder mundial em inteligência de mercado, que apresenta cinco tendências futuras para a indústria de alimentos e bebidas:

  1. Transparência total
  2. Práticas de autorrealização
  3. Novas sensações
  4. Tratamento preferencial
  5. Feira de Ciências

Na primeira tendência, segundo a Mintel, chegamos ao momento em que os consumidores em geral exigem transparência total e completa dos fabricantes de alimentos e bebidas. Muitos consumidores não confiam nos sistemas regulatórios e nas empresas devido aos escândalos e suspeitas que recaem em produtos de grandes companhias. O ceticismo do consumidor em relação aos produtos massificados pelas grandes corporações abre oportunidades para pequenas empresas. Micro e pequenas indústrias podem destacar a origem dos produtos e insumos, os cuidados com o processo de produção e contar a sua história para aumentar a conexão e a proximidade com os consumidores.

No segundo item, conforme o relatório, as pessoas que se sentem sobrecarregadas pelo estresse do mundo moderno estão priorizando tempo e esforço para se dedicarem a si mesmas. Desta forma, estes consumidores focados no autocuidado irão procurar ingredientes, produtos e combinações que incluam benefícios nutricionais, físicos e emocionais. Para pequenas empresas, criam-se oportunidades para desenvolvimento de produtos mais saudáveis, voltados para grupos de consumidores com restrições alimentares e para novos produtos que possibilitem uma “pequena fuga” da dieta sem comprometer completamente o resultado (algo como um prêmio por bom comportamento).

O que quer o consumidor da indústria de alimentos e bebidas?

A terceira tendência apontada pela equipe de Inteligência de mercado da Mintel é a busca por novas sensações, sons e a satisfação que a textura dos alimentos e bebidas pode oferecer aos consumidores. A textura é a mais nova ferramenta para engajar os sentidos e oferecer experiências dignas de registro e compartilhamento nas redes sociais. Para os pequenos negócios, a atenção em novos sabores, novos ingredientes, apresentação de produtos, cores e crocâncias são elementos a serem incorporados e comunicados para captarem a atenção de clientes.

O tratamento preferencial, quarta tendência apresentada no relatório, destaca uma nova era de personalização de produtos impulsionada pelo aumento das compras de alimentos e bebidas online. Motivados pela economia de tempo e dinheiro, consumidores estão testando novos canais e tecnologias que oferecem entrega rápida e econômica, curadoria em serviços de assinatura e reposição automática de produtos. Três em dez brasileiros estão interessados em programas de fidelidade que dão recompensas personalizadas baseadas em seus interesses. Pequenas empresas devem estar atentas aos movimentos dos grandes players que impactam experiências e percepções do consumidor. O Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, lançou um aplicativo chamado Meu Desconto, que oferece promoções customizadas. O grupo tem planos de ampliar o aplicativo para incluir mapas de lojas e filas virtuais que permitem ao consumidor agendar um horário para ir ao caixa. E aplicativos podem ser usados para tornar a experiência de compras mais interessante.

Fechando o relatório, a última tendência apresentada foi apelidada de “Feira de Ciências”. Trata-se do impacto e influência cada vez maior da tecnologia, pesquisa e inovação na indústria de alimentos e bebidas. A Mintel destaca o surgimento de empresas inovadoras que estão desenvolvendo soluções para substituir fazendas e fábricas tradicionais por ingredientes e produtos desenvolvidos cientificamente. Novidades como a carne cultivada em laboratório chamaram a atenção nos últimos anos, mas esses produtos ainda são caros e estão distantes de se tornarem disponíveis comercialmente. Contudo, investimentos de gigantes como a General Mills, Cargill e Unilever aceleraram o ritmo e disponibilidade dos alimentos e bebidas desenvolvidos cientificamente.

Micro e pequenas empresas não podem ficar alheias às mudanças velozes que acontecem no mercado. Empreendedores devem estar atentos e antenados nos novos movimentos do mercado de alimentos e bebidas e se abastecerem de informações consistentes. Dessa forma, poderão investir cautelosamente e proporcionalmente ao seu porte, buscando melhorar seus resultados. Nunca foi tão importante viabilizar pesquisa, desenvolvimento e testagem de produtos alinhados às necessidades e desejos dos novos consumidores de alimentos e bebidas.

 

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