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Novos paradigmas

Gestão de pessoas para a economia criativa

22/02/19
Rubia Marques Dornelles

Rubia Marques Dornelles

Gerência de Soluções

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O conceito pode ser definido como uma maneira de transformar criatividade em produtividade econômica, trazendo uma nova forma de se pensar as relações de trabalho

A economia criativa pode ser definida como uma maneira de transformar criatividade em produtividade econômica, trazendo uma nova forma de se pensar as relações de trabalho. A gestão de pessoas, sob essa ótica, ganha novos princípios e diretrizes em empresas que buscam inovação.

Isso porque a economia criativa se refere basicamente à ideia de que para uma empresa conseguir ser inovadora e com isso atingir bons resultados ela deve fomentar a criatividade de seus colaboradores, proporcionando mais liberdade e flexibilidade no ambiente de trabalho. Assim, essa teoria defende que a dinâmica de produção deve ser mais descontraída, e os horários de trabalho menos rigorosos, dando atenção não à quantidade de horas trabalhadas, mas sim ao rendimento do tempo trabalhado.

De acordo com esse conceito, o importante no fim de um dia de trabalho não é a formalidade do colaborador nem a carga horária que ele cumpriu, mas sim os resultados alcançados por ele e a satisfação que ele teve com isso. Afinal, um trabalhador feliz com o que faz sem dúvida alguma tende a ser mais criativo e a se empenhar cada vez mais na atividade à qual se dedica.

Nesse cenário, a gestão de pessoas também se pauta na ideia de que um ambiente hierarquizado e sem abertura ao diálogo não estimula um profissional com perfil criativo, motivo pelo qual a economia criativa defende um ambiente de trabalho com alto de nível de conversas, onde todos falam e ouvem.

Economia criativa

O termo “economia criativa” surgiu nos anos 1990, na Austrália, e logo foi para a Inglaterra, onde foi oficializado pela primeira vez no livro “Economia Criativa: como ganhar dinheiro com ideias criativas”, escrito pelo empresário de mídia e consultor britânico John Howkins em 2001. Segundo o conceito original de Howkins, a economia criativa tem oito pilares de atuação, sendo eles arquitetura, design, artes, moda, cinema, audiovisual, literatura e artes cênicas, mas atualmente se entende que ela pode ser empregada em qualquer tipo de atividade que busca inovação e desenvolvimento de forma colaborativa. Por isso a economia criativa é tão importante quando se fala em empreendedorismo, devendo ser aplicada independentemente da atividade desenvolvida.

Dados mostram também a expansão dessa área. A economia criativa representa 7% do PIB global. No Brasil, atualmente é um setor que emprega mais e com os mais altos salários. Um estudo da Fundação Sistema Estadual de Análises de Dados de São Paulo (Seade) concluiu que a economia criativa emprega mais jovens do que a média (profissionais com idade entre 25 e 39 anos), com formação diferenciada (75% das pessoas têm mais de dez anos de estudo), e que a média salarial desses profissionais na região metropolitana de São Paulo é 114% maior do que a média do Brasil. E a tendência é que esse setor seja cada vez mais explorado e difundido no País.

Há de se ressaltar, no entanto, que por mais arrojado que seja o perfil de uma empresa, os processos de gestão ainda se mostram de suma importância para o desenvolvimento da atividade empresarial. Toda organização precisa aproveitar ao máximo não somente o rendimento de seus colaboradores, mas também outros fatores que a integram, como equipamentos, tecnologias, estrutura e recursos. Nesse aspecto, a gestão por processos é essencial, pois se refere a técnicas utilizadas para organizar, reavaliar, aprimorar e padronizar os processos de trabalho, permitindo a integração entre todas as funções desempenhadas por uma empresa em seus diferentes departamentos. Por melhores que sejam as pessoas e a estrutura, sem processos claros uma empresa não consegue alcançar o máximo de produtividade.

Ideias, criatividade e imaginação são elementos essenciais no empreendedorismo, e justamente por isso o universo da economia criativa e seus conceitos aplicáveis à gestão de pessoas se apresentam como obrigatórios para quem já está ou pretende atuar nessa área. Por outro lado, modelos tradicionais existem por um motivo, e quando se trata de gestão por processos, não se pode esquecer do valor de técnicas já aplicadas com sucesso ao longo dos anos, sendo importante saber mesclar a inovação com modelos que garantam um padrão de qualidade. Um empreendedor antenado a esses princípios sem dúvida alguma larga na frente na corrida pelo sucesso empresarial.

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