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A receita da exportação

atualizado em: 12/01/17
Fabiola Catarina

Fabiola Catarina

Gerência de Relacionamento com Clientes

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Com apoio do SEBRAE RS, caxiense Compact intensifica vendas para América Latina e África do Sul e compensa crise no Brasil

Caxias do Sul – Enquanto o setor metalmecânico enfrenta dificuldades, a fabricante de minicozinhas Compact, de Caxias do Sul, comemora o aumento das exportações. “As vendas externas cresceram 15% em 2015 e fizeram com que o faturamento se mantivesse estável, mesmo com a retração do mercado interno”, revela o diretor comercial Guilherme Toigo Poletti.

A trajetória de sucesso no mercado internacional da Compact começou a ser traçada há dois anos com a adesão ao Programa Qualimundi, do SEBRAE RS. “É uma iniciativa que tem o objetivo de promover a internacionalização de micro e pequenas empresas a partir de capacitações, consultorias e rodadas de negócios”, detalha o gestor de projetos do SEBRAE RS na Serra Gaúcha Aldoir Bolzan de Morais. “O objetivo é mudar a mentalidade dos empresários para que possam olhar o mundo e enxergar mercados que antes pareciam impossíveis, seja para exportação ou até para parcerias e aquisição de tecnologia”, comenta.

Foi o que ocorreu com a Compact, empresa de pequeno porte com 15 funcionários em Caxias do Sul. Com o trabalho desenvolvido no Programa Qualimundi, os produtos ganharam novos destinos e o faturamento com as vendas para outros países cresceu. “Hoje nossa linha está no Chile, Peru, Argentina, Colômbia, México e até na África do Sul”, conta Poletti. Com o contato com o exterior, o empresário descobriu novas oportunidades. Por exemplo, o segmento de transporte rodoviário de passageiros da América Latina tem parâmetros de conforto diferenciados. “Lá existe a figura da rodomoça, como a comissária de bordo dos aviões, que oferece até lanches quentes. Para isso, eles precisam de refrigeradores, fornos e cafeteiras que fabricamos aqui em Caxias”, relata.

O olhar internacional, que permite identificar novos mercados e negócios, é ampliado a partir de missões como a realizada no ano passado para a Expotransporte, em Guadalajara, no México. “É uma semente que a gente planta e vai colher em dois ou três anos”, observa o empresário, confirmando que investir no mercado externo requer visão de longo prazo. Mas a estratégia compensa. “Em 2016, as exportações devem representar 25% das vendas totais, um crescimento significativo diante dos cerca de 15% registrados no ano passado”, estima.

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