Loading SEBRAE

Mais buscados: sei mei credito consultoria BOAS PRATICAS

Loading SEBRAE

Startup

Conjuntura

O que aprender com a China

atualizado em: 21/05/19
Debora Chagas

Debora Chagas

Coordenadora Estadual da Startups e Economia Digital do SEBRAE RS

COMPARTILHE
Com suas políticas de incentivo à criação de novas empresas que atuem na área de alta tecnologia, país é o que mais cria bilionários no planeta

A China se tornou uma potência de crescimento econômico nas últimas décadas e, se antes era associada a produtos falsificados e de baixa qualidade, hoje se destaca no desenvolvimento de ecossistemas de empreendedorismo e de inovações tecnológicas. Com suas políticas de incentivo à criação de novas empresas que atuem na área de alta tecnologia, ela se tornou o país que mais cria bilionários no planeta, passando a ter o mesmo destaque dos Estados Unidos nesse cenário da economia. O Vale do Silício, como é conhecida a região da baía de São Francisco (na Califórnia), que abriga várias empresas de alta tecnologia, passou a ter do outro lado do mundo seus maiores concorrentes.

Todo esse avanço chinês não veio por acaso. Para alcançar essas conquistas, a China rompeu com modelos antigos de governança e adotou políticas que transformaram sua economia. Foram feitos grandes investimentos em educação, sendo ela hoje a maior formadora de PhDs do mundo, e também foram desenvolvidos centros voltados para aplicação da ciência, como parques tecnológicos e regiões de inovação mais integrados.

Startup o que aprender com a China

Visando impulsionar a criação de startups, o governo passou a oferecer medidas de grande apoio em algumas regiões, como suporte para empréstimo com taxas reduzidas, aluguéis gratuitos para startups em fase nascente e até políticas de reembolso para investidores em caso de fracasso. Com isso, a China criou ambientes muito atraentes para quem buscava investir na área, o que resultou em grandes empresas como Tencent Music e Mobike.

China e a revolução das fintechs

Nesse cenário de inovações, destaca-se a revolução tecnológica chinesa em uma área específica de startups: as financeiras, conhecidas como fintechs. E para entender como isso aconteceu é necessário compreender todo o contexto social da época. Com o aumento do PIB chinês nos últimos anos, houve um aumento da renda da população, que também passou a ter disponíveis smartphones de alta qualidade. Isso criou um público de 772 milhões de chineses com acesso fácil à internet móvel e que também passou a realizar pagamentos via celular.

Assim, desde 2012 esse tipo de pagamento cresce em média 165,3% ao ano na China e só em 2016 movimentou US$ 22,8 trilhões. E quem se aproveitou disso foram as fintechs, pois os bancos na China sempre foram distantes da população pobre e de classe média, e os chineses se acostumaram a não utilizar serviços bancários. Então, quando passaram a realizar pagamentos on-line, foram atraídos por empresas novas com mecanismos modernos e simplificados, como a Alipay (uma espécie de PayPal Chinesa) e o WeChat (que possui multifuncionalidades, desde chat e rede social a operações financeiras). Pode-se dizer que essas duas fintechs transformaram a economia de um país de 1,38 bilhão de habitantes, já que agora 60% dos pagamentos na China não são mais com dinheiro físico, e estima-se que até 2030 ela deixe de utilizá-lo completamente.

Toda essa transformação da economia chinesa e sua ascensão como gigante das startups é digna de se extrair aprendizados por parte dos governantes brasileiros e também dos nossos empreendedores. Políticas voltadas à melhoria de estruturas sociais, investimentos públicos, facilitação governamental e esforços anticorrupção são algumas das medidas governamentais chinesas que servem de grande exemplo para o governo brasileiro.

Startups

Já para os empreendedores daqui que almejam abrir um negócio de tecnologia, fica a lição do foco e empenho das startups chinesas, que ficaram atentas à carência e à necessidade do seu mercado e desenvolveram mecanismos que facilitaram a vida de sua população, preocupando-se também em desenvolver tecnologias que permitissem abaixar os custos dos produtos, aumentar a eficiência da produção e garantir uma melhor experiência do usuário.

O Brasil tem muitas características que o favorecem para ser um grande mercado de startups, já que, além de ter jovens com muita vontade de empreender, também conta com uma densidade e demanda que viabilizam muitos modelos de negócios. Aplicar medidas e iniciativas espelhadas em potências que apostaram e atingiram sucesso nesse caminho só vem a facilitar mais o desenvolvimento do empreendedorismo nacional.

COMPARTILHE
ESTE CONTEÚDO FOI ÚTIL PARA VOCÊ?

Notícias

19 de Setembro de 2019

Sebrae RS participa da revitalização criativa do 4º Distrito

SAIBA MAIS

 

19 de Setembro de 2019

Seminário Empretec acontece em Santa Cruz do Sul

SAIBA MAIS

Vídeos

Ouça o podcast do SEBRAE

Sebrae RS Podcast 18/09/2019 12:07

Sebrae RS traz de Chicago principais tendências para o setor de alimentação fora do lar

Sebrae RS Podcast 11/09/2019 15:42

Sebrae promove estande coletivo na maior feira de vinhos profissional da América Latina

Atendimento - Chat

Olá, tudo bem? Preencha os campos para iniciarmos o chat. ;)

Por favor, preencha o formulário abaixo e retornaremos seu contato assim que possível.

Início em: