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Apicultura

Meio Ambiente e Economia

Polinização: um dos temas mais discutidos mundialmente

30/10/18
Maristela Mendonça Krügel

Maristela Mendonça Krügel

Especialista em Produção, Tecnologia e Higiene de Produtos de Origem Animal- UFRGS; sócia-proprietária da Empresa Agronegócios Loreto e Krügel Ltda.; Instrutora Senar-RS; Consultora Sebrae RS

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Os insetos polinizadores podem ser vistos como os principais responsáveis pela obtenção de vários tipos de culturas agrícolas

Atualmente a polinização é um dos temas mais discutidos mundialmente. A apicultura, neste novo milênio, está se tornando altamente técnica e eficiente. Aumentar lucros e faturamentos; alcançar ganhos na produtividade e aumento na eficiência; melhorar a qualidade de produção e a adequação de produtos, serviços e processos junto à legislação vigente; otimizar tempo e recursos evitando desperdícios; e diferenciar-se e posicionar-se no mercado não são pretensões somete do mercado apícola.

O agro, num todo, está em busca dessas vantagens. Quando falamos em aspectos tão delicados como o aumento de produtividade e a que custo, nos perguntamos: como fazer? Quando fazer? Quais mecanismos usar? Quem poderá participar desse processo?

A apicultura é tida como atividade familiar e, como nas atividades agrícolas, temos o pequeno, o médio e o grande produtor. Esta atividade deve ser preservada, independente do tamanho, afinal, toda a cadeia produtiva que representa a atividade apícola já existe e deve ser incentivada, e também por participar ativamente de outras cadeias produtivas, mesmo que muitos não saibam disso. A colaboração de todos é fundamental para que a atividade se fortaleça e possa ocupar o espaço a que tem direito.

Os conceitos adquiridos, praticamente de geração a geração, não são fáceis de serem alterados – e aqui estamos considerando não somente os apicultores, mas também outros produtores.

Com o passar dos anos o agronegócio no Brasil obteve um crescimento maior, com empresas buscando parcerias nas novas tecnologias, melhorando assim a qualidade dos produtos, bem como apresentando uma diversificação com novos produtos. Hoje a apicultura é um setor maduro; mesmo assim, ainda se depara com dificuldades para atingir a plenitude no mercado nacional e internacional.

A apicultura brasileira existe desde 1832 e viveu praticamente como hobby até a década de 1960, quando houve introdução e expansão das abelhas africanas, introduzidas no Brasil em 1956. O reinício se deu em fins dos anos 70, e atualmente sentimos que temos uma apicultura mais consciente, porém, longe de alcançarmos a grande produtividade de outros países, como nossos vizinhos Argentina e Uruguai, apesar do nosso meio ambiente ser bem mais diversificado.

O mercado com os produtos das abelhas cresce anualmente, além de, evidentemente, ajudar na preservação do meio ambiente e, principalmente, aumentar a produção agrícola no Brasil com a polinização, que as abelhas são hábeis em fazer.

Todos nós queremos uma apicultura forte, criativa, participativa, respeitada, sem utilização de produtos de qualidade duvidosa, ocupando assim um lugar de destaque no meio da agroindústria, colaborando para o desenvolvimento do mercado nacional e trazendo divisas do mercado internacional. A apicultura nacional apresenta condições para isso, precisamos ter consciência de que havendo a união com relação à qualidade dos produtos em toda a cadeia produtiva e aumentando a nossa capacidade no manejo apícola, chegaremos a esse objetivo.

As abelhas prestam um serviço ecológico de suma importância e estão sendo consideradas em um contexto econômico, pois, como agentes polinizadoras, contribuem fundamentalmente junto à natureza e diversas culturas agrícolas, incrementando rendimentos e impactando a economia. As perspectivas são muito boas, mas dependem de divulgação eficiente de resultados, de um plano de desenvolvimento nas propriedades rurais e cooperativas e de treinamento em todos os níveis.

Os insetos polinizadores podem ser vistos como os principais responsáveis pela obtenção de vários tipos de culturas agrícolas, contribuindo para o aumento da diversidade genética da flora, desenvolvimento de sementes, aumento da produção e melhoramento das propriedades físicas dos alimentos (Russo et al., 2015; Dicks et al., 2015; Graystock et al., 2016).

Capacitação para a polinização

A introdução de abelhas africanas em 1956 no Brasil teve como objetivo a melhoria da produção de mel, que naquela época era considerado o produto principal das colônias. Porém, depois de estudos, foi observado que o papel das abelhas melíferas é maior, atuando em diversas culturas: maçãs (90%), amêndoas (100%), mirtilo (100%), pêssego (48%), algodão (16%), frutas cítricas (27%), canola (17% a 30%), tomate (12%), melão (15%), pera e kiwis, além de outros frutos e vegetais.

A apicultura é uma atividade de desenvolvimento sustentável. Embora exista no Brasil a tradição de criar abelhas, precisamos ir além, desenvolver a consciência sobre sua importância, capacitar e profissionalizar o apicultor, entender que os polinizadores são parte da agricultura sustentável e das “atividades agrícolas” e de que as comunidades rurais comecem a utilizar abelhas como peças-chave neste desenvolvimento sustentável. E para alcançar estas metas a união de esforços será necessária.

Para que se conheça a importância do papel dos polinizadores na produção, principalmente de alimentos, é necessário promover a conservação e o uso sustentável desses animais. Alguns projetos coordenaram estudos sobre polinização de culturas agrícolas brasileiras, e nele incluía planos de manejo com recomendações para agricultores (FUNBIO, MMA). Neste estudo observou-se que dentre as quase 310 mil espécies de plantas conhecidas mundialmente, 90% destas plantas dependem, em maior ou menos grau, de polinizadores animais para reprodução e manutenção da variabilidade genética (aves, morcegos, mamíferos não voadores, répteis, moscas, besouros, abelhas, entre outros)(Menz et al., 2012).

Confira na próxima semana o segundo artigo sobre a importância da polinização.

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