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Agronegócio gaúcho e tecnologias 4.0: a realidade da nova economia

atualizado em: 22/01/19
Rodrigo Ferneda

Rodrigo Ferneda

Mestre em Economia pela Unisinos e Pesquisador em Inovação e Aglomerados Produtivos Locais

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As tecnologias 4.0 já estão sendo utilizadas em firmas de fronteira tecnológica no RS, porém, o tema ainda é pouco debatido nos meios acadêmico e empresarial

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A discussão a respeito do futuro das atividades produtivas é guiada, em grande parte, pelo desenvolvimento e pela aplicação de tecnologias da denominada Indústria 4.0. É isso que vem sendo preconizado como a quarta revolução industrial, em que learning machines, big data, IoT (internet das coisas), blockchain, manufatura aditiva e outros elementos guiam essas mudanças. Trata-se de treinar máquinas que aprendem e tomam decisões em prol de uma melhor produtividade e de produtos com elevada qualidade.

A Alemanha tem um papel fundamental nessa discussão. Também outros países como a China, a França, os Estados Unidos e a Europa como um todo, a partir de 2011 reorganizaram seus setores produtivos adotando tecnologias pertencentes à “nova onda tecnológica” ou ao “novo paradigma tecnológico”.

No Brasil há uma movimentação por parte de firmas com o interesse em inovar e sofisticar sua base produtiva nos seguintes setores: automobilístico, saúde, metalmecânico e agronegócio. Nessa nova dinâmica econômica, ocorre uma combinação entre os modelos de negócios por meio da interação entre seres humanos e tecnologia.

Tecnologias 4.0 no agronegócio gaúcho

Em um estudo no âmbito regional, e em nível de dissertação de mestrado – em Economia, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) –, buscou-se compreender como as empresas do agronegócio gaúcho vêm absorvendo essas novas tecnologias. Percebeu-se que as firmas que adotam a robótica, big data e a realidade aumentada são pautadas pela inovação disruptiva de seus processos, por meio da identificação de ganhos econômicos para o setor do agronegócio. Através do intercâmbio de conhecimento em países desenvolvidos, adaptam à realidade econômica do Brasil, em especial do Rio Grande do Sul, por meio de testes de protótipos, parcerias com clientes, fornecedores e unidades de demonstração.

Dentre os perfis dessas firmas, destacam-se as startups e multinacionais, que aceleram e forçam a inserção tecnológica. Nestas, não foram utilizadas fontes de financiamento oriundas de políticas públicas brasileiras. Constatou-se, como particularidade, a facilidade do aporte financeiro dos países de suas firmas de origem (Europa, Alemanha, Estados Unidos) e isso por meio de políticas de investimento direcionadas para fomentar a tecnologia em plantas produtivas.

A partir de 2009, uma empresa de origem familiar e brasileira, por meio da utilização do próprio centro de P&D, provou que é possível atuar na fronteira tecnológica, utilizando-se de equipes interdisciplinares, na observação das tendências nacionais e internacionais e o comportamento do setor do agronegócio no formato da nova economia. Cabe mencionar a importância da postura proativa na estratégia de competição de mercado, o que a torna cada vez mais reconhecida entre as firmas do setor. Isso porque utilizou os editais por meio de políticas públicas, como Lei do Bem e Finep, como aporte financeiro necessário para acelerar a adoção de tecnologia, a internet das coisas.

Em termos gerais, a decisão da firma em inovar, em curto prazo, atende à ideia de romper as barreiras culturais entre os elos da cadeia produtiva. Devido à heterogeneidade do setor, há uma lacuna a ser suprida em termos de educação, orientação técnica-profissional, aplicação de estudos e efeitos in loco para o Rio Grande do Sul, em especial por ser característico de propriedades voltadas à agricultura familiar. Em médio prazo, a adoção das tecnologias em estudo tende a efetivar-se com um preço acessível através de estratégias cooperativas, agregando valor ao produto final e oportunidade de diversificação da cadeia produtiva.

Sendo assim, as tecnologias da indústria 4.0 já estão sendo utilizadas em empresas de fronteira tecnológica no RS, porém, o tema ainda é pouco debatido nos meios acadêmico e empresarial. Trata-se de uma nova formatação nos modelos de negócios, condição esta que será responsável pela mudança econômica e sustentável do Brasil, com a participação de diversos atores institucionais nesse processo, a qual será apresentada na próxima seção.

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