Loading SEBRAE

Mais buscados: SEI MEI Credito Consultoria BOAS PRATICAS

Loading SEBRAE

Empreendedorismo

Cultura empreendedora

A importância da educação financeira na escola

22/10/18
Priscila Trindade Sant'Anna

Priscila Trindade Sant'Anna

Gestora de Políticas Públicas Sebrae RS

COMPARTILHE
Quanto mais cedo ensinamos educação financeira e fomentamos habilidades empreendedoras, melhor

O MEC homologou em 2018 a nova Base Curricular Comum Nacional (BNCC), em que determina dez competências a serem desenvolvidas nos alunos da Educação Básica. Além da definição de competências, há temas transversais que devem ser abordados durante o período escolar, e entre eles está a educação financeira. Conforme definido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996), a BNCC deve nortear os currículos e as propostas pedagógicas de todas as redes de ensino, ou seja, ela dá o rumo e indica aonde se quer chegar, mas não oferece um modelo pronto. Mas são os currículos que definem os caminhos, ou seja, o método de ensino, os materiais didáticos e o formato das avaliações. E isso será prerrogativa de cada Estado, de cada escola, que tem até 2020 para implementar todas as diretrizes.

A abordagem no currículo não precisa se dar somente por meio das disciplinas, é estimulada a criação, também, de projetos extraclasse que sirvam para desenvolver habilidades socioemocionais e reforçar a conexão entre o ensino e a realidade dos alunos. Apesar de a BNCC sugerir que a educação financeira seja trabalhada de forma transversal e integradora, essa menção aparece explícita no documento orientador de matemática para o quinto ao nono ano do ensino fundamental. No entanto, a ideia é que todas as disciplinas se apropriem de seu conceito e a apliquem de forma prática e funcional. Quando falamos de educação financeira como parte de uma cultura empreendedora, é possível desenvolver atividades como a simulação de compra e venda e feiras e oficinas de empreendedorismo. Projetos assim fomentam comportamentos que serão requeridos no futuro, quando o mercado de trabalho estará mais preocupado com habilidades e comportamentos do que propriamente com questões técnicas que podem ser ensinadas mais adiante.

Quanto mais cedo ensinamos educação financeira e fomentamos habilidades empreendedoras, melhor.

A importância da educação financeira na escola

De acordo com a Abefin (Associação Brasileira dos Educadores Financeiros), a inclusão do tema educação financeira segue a tendência de estudos recentes da área, que apontam que quanto mais cedo ela é abordada, maiores serão as chances dos estudantes adotarem hábitos de consumo consciente.

Segundo resultados da Pesquisa Nacional de Educação Financeira nas Escolas, 81% dos alunos que têm educação financeira gastam parte do que recebem e guardam outra a parte para planos futuros. A adoção de um modelo de educação financeira nas instituições de ensino pode ser uma boa alternativa para a resolução de problemas reais, como o consumismo desenfreado, de forma não consciente, e o alto nível de endividamento da população. O objetivo final é preparar gerações futuras para a administração do equilíbrio de suas finanças, tornando os jovens mais conscientes para resistir às pressões do consumismo e que possam influenciar positivamente suas famílias. E em um futuro onde o emprego formal será menos abundante, é importante ter reservas financeiras e saber administrar o dinheiro a seu favor.

Ademais, é importante fomentar a cultura empreendedora, a autonomia e o perfil dinâmico para resolver problemas e preparar os jovens para serem autônomos e/ou terem a versatilidade que será requerida nas profissões do futuro. Devemos construir uma força de trabalho com habilidades consistentes, desenvolvidas desde a infância, para que não tenhamos que lidar com mais desemprego e desigualdade. Portanto, precisamos desenvolver nas futuras gerações novas habilidades para novas economias. E como as competências empreendedoras e o conhecimento de educação financeira se encaixam nesse contexto? David Deming, professor associado de Educação e Economia da Universidade de Harvard, argumenta que habilidades leves como a partilha e a negociação serão cruciais, além do conhecimento da matemática, que será extremamente benéfico para prosperar no mercado de trabalho de um futuro próximo.

O desafio agora é que os educadores complementem o ensino de habilidades técnicas com as competências empreendedoras básicas – como iniciativa, comprometimento, independência, persuasão e planejamento – na formação de um jovem preparado para o amanhã.

 

Veja também:

[Palestra Online]

Como obter os melhores resultados através da educação financeira

Apoiar o empresário a tomar decisões financeiras mais autônomas e conscientes, contribuindo para o bem-estar financeiro do seu negócio.

ACESSE

COMPARTILHE
ESTE CONTEÚDO FOI ÚTIL PARA VOCÊ?

Notícias

14 de Novembro de 2018

Gaúchos participam da Feira Medica 2018, na Alemanha

SAIBA MAIS

 

14 de Novembro de 2018

Santa Cruz do Sul recebe curso Líder Coach

SAIBA MAIS

Vídeos

Ouça o podcast do SEBRAE

Sebrae RS Podcast 14/11/2018 11:56

Insight 2018 marca a semana global do empreendedorismo no RS

Sebrae RS Podcast 13/11/2018 09:50

Lajeado recebe palestra para incentivar empresários locais

Atendimento - Chat

Olá, tudo bem? Preencha os campos para iniciarmos o chat. ;)

Por favor, preencha o formulário abaixo e retornaremos seu contato assim que possível.

Início em: